quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Rafael Cal no Página Cultural


Logo

Já de cara vou me desculpar pelo título, parece que tô falando em terceira pessoa, parece, não, né?, tô, mas é que faltou alguma opção melhor pra colocar ali. 

O fato é que este post é pra falar que todo começo de mês, sem uma data muito fixa, desculpem outra vez, tem post meu lá no Página Cultural. O Página é um site muito interessante pra quem trabalha ou se interessa por arte e cultura, com informações sobre editais, concursos, apresentações, exposições, festivais. 

Além disso, tem um conjunto de colunistas muito diversificado, publicando ao longo do mês inteiro. Os meus, como disse, tão sempre lá no comecinho do mês. Pra ler os textos que já publiquei, basta clicar aqui pra ler

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

"O quarto de Bianca" no FetBonJa em novembro



"O quarto de Bianca" vai se apresentar nos dias 29 e 30 de novembro, na cidade de Bom Jardim, aqui no estado do Rio de Janeiro. As apresentações fazem parte da programação do 2º Festival de Teatro de Bom Jardim.

Para conhecer mais sobre o festival, clique aqui. Se quiser saber mais sobre o espetáculo "O quarto de Bianca", da Interferência Teatral, veja aqui.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"Vestido de noiva" no Teatro Armando Gonzaga



Os colegas queridos da Grutta Teatral estarão em cartaz no próximo sábado (25), no Teatro Armando Gonzaga, às 20hs. Em cena, a peça "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues.

A atriz Renata Egger, minha parceira da Interferência Teatral, estará lá com eles e a direção é do talentoso Julio Cesar Ferreira.

A apresentação é única, não percam!

Merda!

Serviço
Vestido de Noiva
Uma realização da Grutta Teatral
Única apresentação, dia 25/10
Às 20hs, no Teatro Armando Gonzaga (Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511, Marechal Hermes)
Informações: 2161-0480

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"O quarto de Bianca" em Rio Bonito


No próximo domingo, 26, tem "O quarto de Bianca" em Rio Bonito. Vai ser no Espaço Cultural Lona na Lua, às 20:30.

Bianca é uma pessoa comum, dessas que se encontram por aí. Tem quase trinta anos, uma mala e sapatos sem salto. Gosta de chocolate, bala de leite e rivotril. De vez em quando, curte água mineral com gás, creme antienvelhecimento e só toma banho a cada três dias. Estudou direito, filosofia, história e biologia marinha. Largou todas. Largou tudo. Pensa quase todos os dias nas coisas que fez e, mais ainda, nas que não fez.
Bianca é a filha mais velha que volta à casa onde cresceu em “O quarto de Bianca”, novo espetáculo da Interferência Teatral. Observando o cenário de sua infância, Bianca reconta e remonta suas histórias, alterando os caminhos e construindo suas próprias novas verdades.


O quarto de Bianca
Uma realização da Interferência Teatral
Escrito e dirigido por Rafael Cal  
Com Renata Egger
Figurino e visagismo de Arielen Lefay
Trilha sonora de Caio Rodrigues



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Não precisamos e nem devemos reduzir a maioridade penal *


Desde que escrevi sobre o sistema carcerário brasileiro (E se o sistema prisional fosse um reality show?), queria falar aqui a respeito da redução da maioridade penal. É tanta bobagem, tanto discurso repressivo, tanta demagogia , que dá até preguiça de começar o assunto. Mas, diante do avanço conservador que temos vivido, seja olhando pro resultado eleitoral do início de outubro, seja prestando atenção no convívio do dia a dia, parece necessário insistir em algumas coisas.

Uma das faces desse discurso conservador é a insistência na necessidade da redução da maioridade penal. Não, nós não precisamos e nem devemos reduzir a idade pra punir mais pessoas. Porque é isso, é disso que estamos falando, punir mais pessoas. O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e isso não parece estar resolvendo as coisas. As cadeias do país, em situação trágica, como Pedrinhas, também não são os melhores lugares para o cumprimento das penas impostas.

Depois do parágrafo anterior, talvez você esperasse uma sucessão de números pra provar meu ponto de vista. Mesmo porque, as pessoas adoram estatísticas e, mais que isso, se convencem facilmente por elas. Basta aparecer com uns numerozinhos quaisquer pra ver um balançar vertical de cabeças concordando com o que se diz.

Mas, não, este texto não é só sobre estatísticas. Até tenho umas estatísticas boas aqui sobre o tema. Sim, jovens menores de 18 anos cometem, proporcionalmente, poucos crimes. Se compararmos aos índices de violência contra essa faixa etária, é quase assustador pensarmos que cometem tão poucos crimes. Os jovens são as principais vítimas de violência no país, não os principais atores.

Por exemplo, o relatório da Unicef publicado em setembro deste ano mostrou o Brasil como o segundo colocado em mortes de crianças e adolescentes, em termos absolutos, em 2012. Proporcionalmente, há 17 mortes pra cada 100 mil habitantes entre zero e 19 anos no país. A BBC publicou alguns artigos sobre o assunto, mas parece que não houve muita empolgação pra se tratar dele.

Por outro lado, há estatísticas muito assustadoras. Como exemplo, podemos lembrar que, em 2013, uma pesquisa da CNT/MDA apontou que quase 93% dos brasileiros eram favoráveis a redução da maioridade penal. Assustador, não surpreendente. Afinal, o sentimento fica ali represado e a cada episódio violento envolvendo um menor, aparece algum instituto pra fazer uma pesquisa sobre o assunto.

Além disso, sabemos que a sociedade tem sempre uma resposta pro assunto crime: leis mais duras e colocar gente na cadeia. Todos sabem que não funciona, tá na cara que não funciona, mas não é fácil convencer. Ao contrário, o discurso punitivista encontra forte eco na sociedade. Basta pensar em quantos candidatos defenderam abertamente essa plataforma nas últimas eleições entre deputados, senadores e até candidatos à presidência da República.

Gritem o quanto quiserem, as punições que existem são, sim, severas. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê punições variadas, totalizando até nove anos em medidas socioeducativas. Os adolescentes brasileiros passam até três anos internados, o que na prática já é prisão. A internação é um eufemismo jurídico. E as condições são extremamente degradantes. Em São Paulo, por exemplo, a Fundação Casa tem sido alvo de ação do Ministério Público.

medio

Desde o ano passado, há aparentemente na imprensa uma campanha forte em defesa da redução da maioridade penal. A exposição de crimes praticados por adolescentes cresceu muito na TV. Não que os crimes tenham aumentado, necessariamente. Mas o discurso raivoso dos especialistas de segurança engravatados sentados na bancada ou dos jornalistas de programas de assassinato, barbárie & sangue cresce.

Ao mesmo tempo em que isso acontece, iniciativas legais, criativas e solidárias de jovens são deixadas em segundo plano. Saem como uma notinha na coluna social. Ou como uma matéria no site. Não estão na TV, no jornal da hora do almoço, na boca dos comentaristas de estúdio, na fala do apresentador histriônico do fim de tarde.

Recentemente, no Rio de Janeiro, tivemos duas ações das mais bonitas em escolas da cidade protagonizadas por adolescentes. No Colégio Pedro II, uma aluna transgênero foi proibida de usar uniforme feminino. Segundo o colégio, o código de ética dos alunos não permite. A resposta? 15 alunos e alunas foram de saia pra escola num desagravo à colega.

Diante da questão, eles poderiam ter ficado quietos. O protesto certamente gerou algum problema na entrada, no pátio, na sala. Podiam ter se calado, mas escolheram agir, tomar partido, dar um sinal claro a instituição que ela precisa se adaptar e construir um espaço em que todos possam conviver com suas diferenças. Você viu isso na TV?

Alunos 'carecas' assistem a aula da professora Norma, que teve câncer diagnosticado há um mês (Foto: Gabriel Barreira/G1)
(foto: G1/reprodução)

Em outra escola do Rio, o Colégio Carolina Patrício, em São Conrado, uma professora descobriu estar com câncer. Os alunos, mais ou menos 20 meninos, rasparam a cabeça em homenagem à professora, sabendo que ela precisaria passar por sessões de quimioterapia e que o cabelo provavelmente cairia. As meninas cortaram o cabelo e doaram a instituições que cuidam de pacientes oncológicos.

E as cinco medalhas de prata, duas de bronze e três menções honrosas que os estudantes brasileiros de Ensino Médio ganharam na Romênia no mês passado, você tá sabendo? O jornalista que desqualifica os jovens e sugere aumento da repressão falou deles?

A questão fundamental é que os jovens são mais vezes bons que maus. Ainda que a sociedade, em geral, resolva sempre atribuir características como instabilidade, inconsequência. Em um país marcado pela desigualdade como o Brasil, os problemas se agravam.

Com isso, o que a sociedade vem fazendo é pegar um monte de jovens, um grande potencial criativo e produtivo, e condenar ao crime. Não é preciso desenhar pra que fique clara a situação: a potência tá ali, é preciso explorá-la, não castrá-la. E não esqueçam: cada menino jogado na cadeia é mais um soldado pro crime, mais um membro pra alguma facção criminosa.

Em tempos de avanço do conservadorismo, há que se defender direitos básicos e garantir as bases do estado democrático de direito. Inclusive os direitos dos adolescentes e crianças. Criminalizar pura e simplesmente, empurrando esses grupos para a marginalidade com a redução da maioridade penal, não parece e não é o que precisamos.

* Texto originalmente publicado no Ouro de Tolo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"Não precisamos e nem devemos reduzir a maioridade penal" no Ouro de Tolo

O meu texto do mês de outubro pro Ouro de Tolo já tá no ar. Desde que escrevi sobre o sistema carcerário brasileiro (E se o sistema prisional fosse um reality show?), queria falar a respeito da redução da maioridade penal. É tanta bobagem, tanto discurso repressivo, tanta demagogia , que dá até preguiça de começar o assunto. Mas, diante do avanço conservador que temos vivido, seja olhando pro resultado eleitoral do início de outubro, seja prestando atenção no convívio do dia a dia, parece necessário insistir em algumas coisas.



Para ler o "Não precisamos e nem devemos reduzir a maioridade penal",clique aqui. Todo mês, sem uma data muito definida, sobe um texto meu lá na 457, no Ouro de Tolo

domingo, 19 de outubro de 2014

457 no Ouro de Tolo


Desde o começo deste ano, tenho publicado uns negocinhos lá no Ouro de Tolo. O convite veio no ano passado, demorei, vacilei um pouco, confesso, mas acabei aceitando quando voltei das minhas férias.

O site, comandado pelo camarada Pedro Migão, tem uma mistura de articulistas muito interessante. Confesso que alguns são conservadores demais pro meu gosto, mas talvez a existência deles garanta um ambiente realmente plural por lá, que permite ao leitor visitante contrapor opiniões diferentes num mesmo espaço. Para acompanhar os textos publicados diariamente no Ouro de Tolo, você pode dar uma olhada aqui ou aqui.

Mais ou menos uma vez por mês, sem uma data fixa, prum certo desespero do editor, os meus textos sobem na coluna 457. Em geral, o olhar está nas nossas ações políticas cotidianas, individuais e coletivas, pequenas e grandes, e no papel da imprensa e da sociedade civil na construção de um verdadeiro estado democrático de direito. 

Falando assim, parece meio mala, eu sei. Garanto, porém, que é interessante, tem umas comparações meio absurdas, um pouco de mau-humor e uma dose de nostalgia. Esta semana, vai ser publicado um texto novo, sobre a discussão a respeito da redução da maioridade penal. Enquanto ele não entra no ar, você pode ler minhas outras publicações por lá.

sábado, 18 de outubro de 2014

Breve intervalo nos dramas cotidianos: "Vestido de Noiva" no Teatro Armando Gonzaga

Foto: VESTIDO DE NOIVA DE NELSON RODRIGUES
UNICA APRESENTAÇÃO DIA 25/10 ÀS 20 H
Local: Teatro Armando Gonzaga. Endereço: Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Mal. Hermes, Rio de Janeiro. Telefone: 2161-0480.

Ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)


Renata Egger, atriz da Interferência Teatral, estará em cartaz no próximo sábado (25), no Teatro Armando Gonzaga. Em cena, a peça "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, com os colegas da Grutta Teatral.

No elenco do espetáculo dirigido por Julio Cesar Ferreira, além da Renata, estão Linn FalcãoMarina OhlavracMarcus MüllerAlan Castilho e Raphael Moura.

Única apresentação, não percam!

Merda!


Serviço
Vestido de Noiva
Única apresentação, dia 25/10
Às 20hs, no Teatro Armando Gonzaga (Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511, Marechal Hermes)
Informações: 2161-0480

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"Antes do fim chegar" no Manufatura

Outra verdade, desculpem, não era só uma, é que escrevi pra lhes pedir o impossível. Amigos e amigas, não morram. Não, por favor, não morram. Vamos fazer o seguinte: vivemos todos até os 100 anos e, depois disso, começamos a evaporar devagarzinho.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Teatro e outras coisas por aí




Muitos dos que leem as coisas por aqui já sabem, mas nunca é demais lembrar: além de professor e de escrever umas coisinhas por aqui, tenho uma vida paralela no mundo do teatro. A foto que ilustra o post, por exemplo, é de um dos meus espetáculos, "O quarto de Bianca", uma realização da Interferência Teatral.

Pra quem quiser conhecer os meus textos teatrais, tem uma lista aqui. Basta entrar em contato por aqui ou por e-mail que te mando pra ler.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"Peças" no Catarse




"Peças" é o projeto do camarada Thiago Cascabulho que tá lá no Catarse. 

Trata-se de uma graphic novel assinada por ele e pela Aline Paes (que desenha lindamente), realizada numa parceria com o Instituto Aromeiazero, que conta a história de "M.", um manequim de loja aficionado por pedalar. Quando sua amada bicicleta é roubada, ele é obrigado a percorrer a surreal cidade em busca das peças perdidas de sua companheira, deixando um pouco de si pelo caminho.

Pra quem não conhece o Catarse, é um site que promove financiamento coletivo. Digo sempre que, pra quem apoia, é uma boa maneira de ajudar uma obra a surgir, ser parte da coisa toda, simplesmente comprando seu exemplar antes. Há diversos valores pra escolher, de R$10 a R$5000, e, além do livro, muitas recompensas interessantes, feitas com o mesma identidade visual do projeto.


Não, o projeto não é meu nem tenho ligação nenhuma com ele. Mas gostaria muito que o financiamento rolasse por lá. Tá tudo muito bonito mesmo. 

Em primeiro lugar, porque o traço da Aline é muito legal. Em tempos de discussão sobre o espaço público, o uso de meios de transporte alternativos ao carro, as ciclovias e, agora, as tachinhas nas ciclovias, a ideia pra graphic novel com um personagem ciclista é muito boa. 

Além disso, o Cascabulho tá há tempos produzindo coisas interessantes em literatura. Foi por intermédio dele, por exemplo, que publiquei meu primeiro texto na internet, na época do finado Diários Gastronômicos, do Dé Comber, um site de dicas gastronômicas que publicava textos literários também. E "Peças" segue uma linha de juntar literatura e sustentabilidade, coisa que o Cascabulho começou com o livro "Amigo Lata, Amigo Rio", que já teve mais de 60 mil cópias distribuídas gratuitamente em escolas.