quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"A árvore" em Vitória


Hoje, em Vitória, tem o lançamento da antologia com os textos selecionados no II Prêmio Ufes de Literatura (2013/14). "A árvore", texto meu, está entre os selecionados. 

Infelizmente, não vou poder estar presente na cerimônia de lançamento, mas foi um grande prazer participar do projeto e destaco a atenção do pessoal da Edufes e da UFES ao longo do processo de preparação.

Assim que os livros chegarem aqui em casa, posto uma foto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Editora da Ufes lança 12 novos livros impressos e oito em formato digital


A Superintendência de Cultura e Comunicação da Ufes promove nesta quinta-feira, dia 28, o lançamento coletivo de 12 livros impressos e oito em formato digital publicados por meio da Editora da Ufes (Edufes).
Entre os livros que serão lançados estarão quatro obras vencedoras do II Prêmio Ufes de Literatura 2013-2014, e duas coletâneas de poemas e de crônicas com textos vencedores do concurso.
O evento de lançamento dos livros será realizado a partir das 18h30, no Teatro Universitário, e é aberto ao público. O lançamento também contará com a presença dos autores.
Incentivo
O Prêmio Ufes de Literatura foi criado com o objetivo de incentivar e divulgar a produção de obras literárias. Os autores inscritos concorrem nas modalidades Autor ou Antologia, sendo que cada inscrito só pode concorrer com a inscrição de uma obra, que deve ser inédita e de autoria exclusiva daquele que se inscrever como autor concorrente.
Em 2013, 25 escritores, de nove estados brasileiros, foram contemplados com o II Prêmio Ufes de Literatura 2013-2014. Eles foram selecionados entre 223 candidatos. As obras foram selecionas por um júri composto por 16 especialistas divididos em quatro comissões. Entre os vencedores do prêmio estão escritores do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Paraná e Santa Catarina.
(O texto é de Thereza Marinho e está disponível aqui.)
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O meu texto "A árvore" está na coletânea do II Prêmio Ufes de Literatura, um dos livros lançados amanhã em versão impressa pela Edufes. Quem estiver por Vitória, o evento começa às 18:30, no Teatro Universitário.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

"A geladeira desligada" no Bar do Escritor

"As janelas fechadas faziam entrar uma luz difusa do fim da tarde. Não havia ninguém vivendo ali. Os móveis também já não estavam.

A casa vazia se percebe pela geladeira desligada, pensou."


O texto completo está no Bar do Escritor neste mês. Você pode ler o post original aqui.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O 116 e o recomeço

Foto: A primeira coisa que uma é criança na vida é o seu time. Se não pra todas, pra muitas. Se não a primeira, uma das primeiras. Uma manifestação de paixão e de um amor eterno. Você não sabe seu nome todo direito, não conhece todos os parentes dos seus pais, não sabe o CEP de casa e ainda come massinha na sala de aula. Mas basta alguém perguntar “qual o seu time?” pra resposta sair de pronto. Vasco da Gama, eu dizia rápido.

Futebol sempre foi coisa importante em casa. Comigo, coisa de pai pra filho. E de avô pra pai. Somos uma casa de portugueses e vascaínos. Pra mim, assim como pra muitas crianças brasileiras, imagino, as primeiras memórias mais claras da infância estão relacionadas ao futebol. Ganhar uma camisa do Vasco com “Coca-Cola” escrito na frente e perguntar se não tinha uma do Guaraná Brahma é, e imagino que sempre será, história pra contar no almoço de família.

São 116 anos de história e 29, talvez mais, do nosso amor. Porque se é vascaíno desde antes de nascer, acredito. Muito orgulho da nossa história, das nossas raízes. Porque se não fomos o primeiro clube a ter jogadores negros, somos os autores da mais incisiva ação contra o racismo no futebol há 90 anos, com a Resposta Histórica.

Hoje, com no nosso aniversário de 116 anos, espero que possamos voltar a nos orgulhar das ações do time em campo e fora dele, a reencontrar nosso protagonismo nos campeonatos e na história, de ser grande, de sermos grandes.

Mas "voltar", hoje, quer dizer seguir em frente. Não podemos ser reféns de um passado tenebroso e de ex-presidente que tenta retornar ao posto ou seguir apoiando um ídolo que se tornou um presidente fraco, que fragilizou o time e o clube.

Que o 116 seja um início. Que o voltar, seja um recomeço.

Ao Vasco nada?
Tudo!
Então como é que é que é que é?

Casaca! Casaca!
Casaca, zaca, zaca!
A turma é boa!
É mesmo da fuzarca!
VASCO! VASCO! VASCO!





A primeira coisa que uma é criança na vida é o seu time. Se não pra todas, pra muitas. Se não a primeira, uma das primeiras. Uma manifestação de paixão e de um amor eterno. Você não sabe seu nome todo direito, não conhece todos os parentes dos seus pais, não sabe o CEP de casa e ainda come massinha na sala de aula. Mas basta alguém perguntar “qual o seu time?” pra resposta sair de pronto. Vasco da Gama, eu dizia rápido.


Futebol sempre foi coisa importante em casa. Comigo, coisa de pai pra filho. E de avô pra pai. Somos uma casa de portugueses e vascaínos. Pra mim, assim como pra muitas crianças brasileiras, imagino, as primeiras memórias mais claras da infância estão relacionadas ao futebol. Ganhar uma camisa do Vasco com “Coca-Cola” escrito na frente e perguntar se não tinha uma do Guaraná Brahma é, e imagino que sempre será, história pra contar no almoço de família.

São 116 anos de história e 29, talvez mais, do nosso amor. Porque se é vascaíno desde antes de nascer, acredito. Muito orgulho da nossa história, das nossas raízes. Porque se não fomos o primeiro clube a ter jogadores negros, somos os autores da mais incisiva ação contra o racismo no futebol há 90 anos, com a Resposta Histórica.

Hoje, com nosso aniversário de 116 anos, espero que possamos voltar a nos orgulhar das ações do time em campo e fora dele, a reencontrar nosso protagonismo nos campeonatos e na história, a ser grande, sermos grandes.

Mas "voltar", hoje, quer dizer seguir em frente. Não podemos ser reféns de um passado tenebroso e de ex-presidente que tenta retornar ao posto ou seguir apoiando um ídolo que se tornou um presidente fraco, que fragilizou o time e o clube.

Que o 116 seja um início. Que o voltar, seja um recomeço.

Ao Vasco nada?
Tudo!
Então como é que é que é que é?

Casaca! Casaca!
Casaca, zaca, zaca!
A turma é boa!
É mesmo da fuzarca!
VASCO! VASCO! VASCO!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Texto no Ouro de Tolo: "O Rio precisa do Estação"



Neste mês, escrevi pro Ouro de Tolo o texto "O Rio precisa do Estação", sobre os cinemas do Grupo Estação aqui no Rio de Janeiro. O Grupo passa por uma crise e ganhou fôlego no último dia 5, quando teve seu plano de reestruturação aprovado pelos credores.

Pra quem quiser ler, tá aqui. O texto também subiu aqui no blog.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

É hoje o dia: "O Rio precisa do Estação"




Hoje é o dia da reunião que deve definir o futuro do Grupo Estação. O texto que publiquei aqui no domingo, dia do último ato de apoio ao grupo, está disponível também no Ouro de Tolo


Leia, divulgue e apoie o Estação!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"O Rio precisa do Estação" no Ouro de Tolo


"Não quero, além de saudosista e melancólico, parecer velho, porque não sou, mas o Estação faz parte de muitos momentos da minha vida. Tenho 29 anos, a mesma idade dele. E isso é parte da magia: é tanta gente apaixonada, gente velha e gente nova. E mais um monte de gente no meio: não precisa de muitos anos pra ter o lugar, os lugares, Botafogo, Flamengo, Niterói, Centro, Ipanema, Barra, Largo do Machado, esqueci de algum?, num pedacinho especial do coração."


O texto completo está no Ouro de Tolo.

domingo, 3 de agosto de 2014

O Rio precisa do Estação




Não me lembro do filme que fui ver no Estação. Era 2004, faz mais de dez anos, tinha acabado de sair de Rio Bonito pra morar em Niterói quando descobri aquele lugar que se tornaria tão especial pra mim em Botafogo. Primeiro, aquele; depois, aqueles, os dois. Lembro apenas de pegar o 996, a linha já até mudou de número, descer na São Clemente e ir andando até a Voluntários da Pátria.
Ontem, li as últimas notícias sobre a situação do Grupo Estação. Numa situação que se arrasta há algum tempo, os cinemas do grupo correm o risco de fechar. São 16 salas, a maioria de rua, e uma dívida imensa. Não é nada bom. Numa cidade que, gradativamente, tem abandonado a rua e se enfiado em shoppings, é ainda pior.
E, nesse clima meio melancólico, comecei a tentar lembrar do filme que fui ver no Estação pela primeira vez. Vaguei, vaguei bastante pela minha fraca memória e não lembrei.
Na busca, percebi também que não tenho ingressos guardados das sessões vistas. Talvez ajudasse a lembrar e até gostaria de colocar algum ilustrando este texto. Guardo tantos papeis inúteis e, de tempos em tempos, saio jogando vários deles fora. Muitas vezes, os ingressos foram e continuam indo junto. Aliás, por conta disso, nunca consegui participar da promoção dos cinemas do grupo que dão uma entrada grátis pra quem apresenta um número x (cinco?, seis?) de ingressos usados. Começou, então, a nascer este texto e percebi que o primeiro filme e os ingressos importam pouco.
Não quero, além de saudosista e melancólico, parecer velho, porque não sou, mas o Estação faz parte de muitos momentos da minha vida. Tenho 29 anos, a mesma idade dele. E isso é parte da magia: é tanta gente apaixonada, gente velha e gente nova. E mais um monte de gente no meio: não precisa de muitos anos pra ter o lugar, os lugares, Botafogo, Flamengo, Niterói, Centro, Ipanema, Barra, Largo do Machado, esqueci de algum?, num pedacinho especial do coração.
Quando cheguei à cidade grande, eu, um pequeno capiauzinho, só queria saber de cinema. A minha doce aldeia, com seus 30 mil habitantes não tinha mais o seu cinema, transformado há uns 25 anos em um templo da IURD. Morando em Niterói, matei muita aula pra ir ao Cine UFF (com ingresso R$2 nas segundas-feiras) e no Estação Icaraí (com suas promoções de quarta-feira), que ficava escondido e descobri existir bem depois do da Zona Sul do Rio. Eventualmente, conseguia ir a Botafogo, ao Paissandu ou ao Paço. Muitas aulas foram matadas naqueles anos.
Mais tarde, já morando no Rio, os dois Estações de Botafogo ocuparam papel de destaque no meu enamoramento pela cidade. Muitas vezes, defensor dos cinemas de rua como sou, disse que o número 35 da Voluntários da Pátria era um dos meus lugares preferidos na cidade. Continua sendo.
E tanto afeto tem por que. O Estação sempre foi espaço de troca, de encontro, de debate, de festa. Até de cinema. Assisti Loach, Woody Allen, Godard, lá, na tela grande, pela primeira vez. Vi filmes romenos, argentinos, belgas, mexicanos. Descobri cinema independente norte-americano. Pude ver documentários que não veria em nenhum outro lugar. Até o cinema iraniano, com o qual sempre me entediei, acabou por me convencer lá.
Conheci gente interessada por cinema, ouvi muita coisa interessante, namorei os cartazes dos filmes pendurados, levei alguns pra casa, marquei primeiros encontros lá. Porque também se vai ao Estação pra não ver filmes. Detestei algumas coisas, dormi em algumas exibições.
Estive em mostras e festivais, encarei maratonas madrugada adentro e filas pra assistir alguma coisa no Festival do Rio. Posso dizer que o cinema foi parte da minha formação e que o Estação foi protagonista dessa história.
Neste domingo, há um ato de apoio ao Estação. Espero que possa estar cheio. As salas não andam bem assim nos últimos anos. Mas há um monte de filhos, filhotes, herdeiros sentimentais: artistas, professores, vendedores, estudantes, gente de tudo quanto é profissão, gente de carne e osso que se apaixonou e continua apaixonada por um cinema de carne e osso como é o Estação.
Honestamente, não sei como será resolvida a situação, qual o caminho, nem tenho uma sugestão. Sei que gostaria de continuar vendo o Estação funcionando. Sei ainda que o Rio de Janeiro precisa do Estação. A palavra é mesmo essa, precisa. E queria dizer a todos os sócios do Grupo Estação que o público desse filho problemático deles está aqui, torcendo pra dar tudo certo, como dindas e dindos prontos pra dar uma força com a criação desse moleque. Porque ele é parte de nós também.