quarta-feira, 28 de agosto de 2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Blog do Chernenko


"A imprensa é que não colabora. “Há uma falta de química pessoal entre Obama e Putin”, disse um analista. O pessoal da mídia não sabe o que está perdendo. Ao invés de incentivar, colocam panos quentes. A maioria dos repórteres é muito jovem e não viu aqueles desfiles maravilhosos que a gente organizava para meter medo no bloco capitalista. Aquilo era mais bonito do que a Unidos da Tijuca ou o desfile de Parintins."

O Blog do Chernenko está disponível em Blogs do Além e na Carta Capital desta semana. Texto meu e do Vitor Knijnik.

sábado, 24 de agosto de 2013

Blogs do Além: Chernenko



"Há muito tempo não me sentia tão vivo. E tanto entusiasmo tem razão de ser: esse clima de Guerra Fria no ar. Snowden, espionagem, evento esportivo marcado por questões políticas: a volta das tensões entre a Rússia e EUA veio pra ficar. Se você ainda não percebeu, camarada, é porque anda muito preocupado com quem o Emerson Sheik anda beijando no Instagram. Que aliás, ao invés de sofrer bullying na rede, aqui seria preso na Sibéria."


Texto meu e do Vitor Knijnik para o Blogs do Além. Tá na Carta Capital desta semana e em www.blogsdoalem.com.br.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Blog do Augusto




"Não é tão legal quanto parece ter um mês inteiro com o seu nome. Veja o meu caso, ninguém associa agosto com os 31 dias que homenageiam o imperador Otávio Augusto. Nada disso, agosto é lembrado, isto sim, como o mês do cachorro louco. A lista de tragédias ocorridas no meu mês é impressionante. Suicídio do Getúlio, lançamento da primeira bomba atômica sobre um alvo humano e Barcelona 8 x 0 Santos. Hoje, se pudesse escolher, vou ser honesto, preferia ter meu próprio reality show do que ter nome em mês. O público adora ver um imperador indisciplinado fazendo bobagem. Taí o Adriano que não me deixa mentir. Ou, sei lá, pagar pelo naming rights de uma dessas muitas arenas que estão sendo construídas no Brasil. Arena Augusto Coca-Cola Visa do Castelão."

Texto meu e do Vitor Knijnik. Tá no Blogs do Além e na Carta Capital desta semana. Pra conferir, clique aqui.

domingo, 11 de agosto de 2013

A árvore


Como hoje é dia dos pais e o meu não está mais aqui, reproduzo aqui a única homenagem possível a ele. O texto "A árvore" foi escrito em 2009, publicado pela primeira vez em janeiro de 2012 e, depois republicado em alguns outros sites e revistas literárias.

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Metáforas elaboradas não explicam sentimentos complexos, pensava.
Era quente. O dia estava claro e o sol rebatia nos carros parados na rua, entrando pela janela entreaberta, causando um leve desconforto nos olhos. Era novidade. Quente, claro, sol e desconforto sucediam a queda. Antes, ainda que fosse quente e claro, havia uma sombra delicada e o sol que rebatia nos carros na rua era barrado, entrando pela janela um balançar cadenciado.
Havia, em frente à janela, uma árvore. Com o tempo aprendera que era um flamboyant. Não que isso interessasse. Era uma árvore, isso bastava. Se era um ipê ou uma macieira era irrelevante. Sempre fora sua árvore.
Sempre esteve ali, oferecendo sombra como em um poema escrito sobre infância e nostalgia. Não que gostasse de sentar aos pés da árvore, recostar em seu tronco e receber a brisa suave no rosto, olhando pro céu entre a copa do flamboyant. Isso era poesia. Gostava de estar na sala e não ter os olhos desconfortáveis enquanto lia Tchecov no sofá.
Não ser poesia não significou, em nenhum momento, desamor. Vivia uma intensa relação amorosa com aquele flamboyant. Todos os dias, chegava da rua e, ao entrar em casa, olhava pro alto, em direção à copa da árvore. Quando era criança, carregava alguns galhos. De manhãzinha, juntava os bonecos e construía fortes e trincheiras nas raízes, que levantavam um pouco a calçada. Mais tarde, pegava algumas sementes pelo chão e juntava em uma caixa, sem muito sentido. Achava engraçada a sujeira que a árvore fazia e podia ver o céu entre as folhas. É, talvez de alguma maneira, fosse poesia.
De certa forma, aquela quase poesia era também um prenuncio de tragédia. As raízes fortes iam aos poucos estourando a calçada e os canos em busca de água. As sementes ficavam espalhadas pela rua, assim como as flores. As cigarras sumiram. Havia cupins.
Um dia chegou o botânico. Nunca havia visto um botânico e nunca viu um depois disso. Se fosse teatro, diria que era uma solução dramatúrgica fraca do autor, colocar um botânico ali para explicar o inexplicável, como a empregada doméstica da novela das oito que faz uma pergunta à patroa, protagonista da história, pra que ela possa fazer uma cena tocante, que sirva de gancho para o capítulo seguinte e mantenha a atenção do espectador. Não era preciso verbalizar a morte. Fez-se o silêncio.
Dias depois, acordou com a trilha sonora do corte. Foi até a janela e contemplou a coreografia. A luz do sol banhava o cenário e lá em baixo havia uma espécie de diretor. Não conseguiu pensar em nada.
Os dias seguiram angustiados. Era, sim, preciso verbalizar a morte, pensou. Pegou um caderninho que tinha guardado para essas ocasiões angustiadas. Começou a escrever, nada que achasse gostável. Mas não estava interessado em ser lido, mas em botar pra fora a angústia. Ele sabia, ou achava que sabia, que escrever era uma forma de superar.
O que ele não sabia era que nada que escrevesse seria capaz de cobrir aquele buraco aberto. Que nada voltaria, ainda que inconscientemente achasse possível que tudo voltasse, em breve, a ser como era antes. O que não sabia é que há coisas que não se superam. Há coisas que não voltam. Não pelo que foram, mas pelo que deixaram de ser. Brincar com seus bonecos na raiz aparente do flamboyant foi banal, mas foi. Não haveria mais aquela raiz para servir de trincheira na guerra imaginária. Não haveria sementes, galhos ou flores. Não haveria.
O acordar seria diferente, assim como a sesta. As tardes e os cafés-da-manhã também. Não haveria escaladas, podas, arte naturalista. Não poderia se casar embaixo da árvore. As folhas pequenas, não poderiam ser postas pra secar, trituradas, enroladas em um guardanapo de bar e posteriormente fumadas, em busca de algum estado alterado de consciência, numa tentativa juvenil de fazer haver alguma coisa. Não poderia construir uma casa na árvore, não naquela, pelo menos, e, se não naquela, em qual mais?, não importa, não poderia construir uma casa com a sua madeira nem tirar uma muda. Não seria possível, um dia, quando fosse avô, retirar um galho e fabricar uma espada de brinquedo para seus netos. Tampouco construir um arco e flecha. Não haveria a sombra e a poesia de olhar pro céu entre as folhas da árvore.
Os dias seriam claros e o sol rebateria nos carros parados na rua, entrando pela janela entreaberta, causando um leve desconforto nos olhos. Tchecov nunca mais seria o mesmo. Nem ele.

Metáforas simples também não explicam nada, pensou.


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Para acessar a postagem original, clique aqui.

sábado, 10 de agosto de 2013

Blogs do Além: Otávio Augusto




"O dono da Amazon, Jeff Bezos, comprou o tradicional Washington Post por 250 milhões de dólares na pessoa física. Um mimo que deu a si mesmo. Poderia ter comprado um carro de luxo, uma ilha ou um time do campeonato francês. Mas, não, preferiu um jornal. Tudo bem, esses bilionários da internet podem comprar tudo, menos a nomenclatura de um mês. Honra que só eu e Júlio César, o imperador, não o goleiro, temos."

O texto pro Blog do Augusto do Blogs do Além é meu e do Vitor Knijnik.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Blog do Sun Tzu





"'Diante de uma larga frente de batalha procure o ponto mais fraco e, ali, ataque com a sua maior força.'
Juro que eu não tava mandando ninguém atacar o Paulo Bernardo e a Helena Chagas."

O texto é meu e do Vitor Knijnik para o Blogs do Além. Tá na Carta Capital desta semana ou em http://blogsdoalem.com.br/suntzu/.